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Descolamento de Retina: Saiba mais sobre a doença

Descolamento de retina pode causar a perda súbita da visão:

Visitas de rotina ao oftalmologista podem evitar o problema.



O descolamento de retina pode causar a perda súbita da visão, mas pode ser evitado com um exame simples, realizado em uma consulta oftalmológica. Faltam dados epidemiológicos no Brasil, mas estima-se uma incidência de 30.000 casos novos por ano nos Estados Unidos. O descolamento da retina ocorre quando há separação entre a retina e as outras camadas da parte interna do olho. “Nessa situação, a retina começa a sofrer um processo gradativo de degeneração e morte celular, acarretando prejuízo da visão proporcional ao tempo e extensão do descolamento. Ou seja, quanto maior o tempo entre o diagnóstico e o tratamento, menor a chance de o paciente recuperar a sua visão totalmente após o tratamento”, explica a médica Dra. Verônica Franco de Castro Lima, oftalmologista e especialista em Retina do Hospital Humberto Castro Lima, instituição referência no Norte e Nordeste em saúde ocular e prevenção da cegueira.

Visão do paciente com descolamento de retina














Segundo a especialista, os principais fatores de risco para descolamento de retina são o descolamento agudo do gel vítreo, aparecimentos de rasgos na retina, degeneração “lattice” da retina, histórico pessoal e familiar de descolamento de retina, alta miopia, trauma ocular e cirurgias intraoculares prévias (principalmente cirurgia de catarata).

O diagnóstico é feito através do exame de mapeamento de retina com as pupilas dilatadas. Em algumas situações nas quais o mapeamento de retina é prejudicado por visibilidade ruim (devido à catarata, por exemplo), utiliza-se a ultrassonografia ocular para auxiliar no diagnóstico.

A médica destaca que os pacientes devem estar atentos aos sintomas. “Perda visual súbita e indolor; mancha ou sombra no campo de visão periférico que avança em direção ao centro; percepção de flashes de luz e moscas volantes (pontos, filamentos, círculos ou teias de aranha que parecem mover-se na frente dos olhos) são alguns dos sintomas frequentes”, explica.


Tratamentos


Durante o exame oftalmológico de rotina (mapeamento de retina), se forem identificadas roturas na retina ou lesões predisponentes, está indicada, em casos selecionados, a aplicação do laser (fotocoagulação) para redução do risco de descolamento de retina. “Quando o descolamento de retina já está estabelecido, o tratamento é cirúrgico (cirurgia de vitrectomia com ou sem introflexão escleral, retinopexia pneumática) e deve ser feito com urgência, principalmente nos casos mais recentes e com a preservada”, esclarece Dra. Verônica. A cirurgia vítreo-retiniana evoluiu muito nos últimos anos e tornou-se mais segura, rápida e eficiente, sendo realizada através de pequenas incisões (minimamente invasiva), sondas com alta velocidade de corte e aparelhos com tecnologia sofisticada. 

Mapeamento de retina


























Na grande maioria dos casos, apenas uma intervenção cirúrgica basta para reposicionar a retina e reverter o quadro. Há situações, porém, em que novos procedimentos ou a associação de mais de uma técnica terapêutica se fazem necessários. “Porém, dependendo da gravidade e da localização do deslocamento da retina, a visão pode não ser recuperada totalmente”, alerta a oftalmologista.

No pós-operatório, o paciente fica algum tempo com um curativo sobre o olho operado para deixá-lo em completo repouso. Ela ainda chama a atenção para outros cuidados: “o paciente também deve evitar movimentos bruscos e a prática de esportes. Viagens de avião são desaconselhadas nessa fase e existem casos em que é necessário que o paciente fique repouso em determinada posição, como com a face virada para baixo por exemplo”.


A retina


A retina é uma membrana muito fina, flexível e delicada que reveste a superfície interna da parte posterior do globo ocular. Nela existem receptores fotossensíveis que convertem a imagem luminosa advinda do exterior em impulsos elétricos que, através do nervo ótico, são enviados para área do cérebro em que se processa a visão. A retina não possui nenhum elemento de fixação especial que a prenda ao globo ocular. É o gel vítreo, uma substância gelatinosa e transparente, situada entre ela e o cristalino, que a mantém na posição anatomicamente adequada, ou seja, em contato com outras estruturas que lhe garantem suporte e nutrição (vasos sanguíneos e nutrientes).
 


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